Hey, amor. Lembras-te de mim? Eu costumava ser quem estava ao teu lado sempre, quando procuravas alguém para estar ao teu lado eu estava lá. Costumava ser quem te fazia sorrir, quando tudo o que mais querias era chorar. Não queria que chorasses porque a cada lágrima tua, é como se eu levasse uma facada no coração. Parece treta, e soa como se fosse uma mentira, não é? Mas é verdade. É a mais pura e idiota verdade. Eu tinha tanto medo de te perder. Ter-te ao meu lado, parecia bom demais para ser verdade. Vivia com aquele medo constante e sempre tive razão não foi? Infelizmente tudo o que temia aconteceu. O medo de nunca ser o suficientemente boa para ti fez com que te pressionasse demasiado e que acabasses por me deixar. Na altura tu dizias que era um medo estúpido que nunca te ia perder: "serás sempre das melhores". Tudo se foi não é verdade? E mais uma vez a razão caiu do meu lado. Lembras-te de dizer que contigo passei a melhor noite da minha vida e também a pior? Tudo o que é bom passa por cima do mau e eu apenas guardo as boas recordações, sim porque agora não passam disso pelo menos para mim, porque para ti já estão apagadas á muito tempo. Não me mintas. Sabes que já não importa. Nunca importou. Não sei porque te estou a escrever, sei que provavelmente vais parar de ler no ‘Hey, amor’ porque na realidade tu nunca foste meu. Lembro-me do modo como tu mordes, ou melhor, mordias, (é melhor escrever tudo no passado, pois não conheço o novo ‘tu’), e tenho saudades até do teu morder. Costumavas ser o meu bébé … Mas o tempo passou, né? Passou pra ti, passou pra mim, passou. Se vivesse tudo de novo pararia o tempo. Não posso é acreditar que tu simplesmente me esqueceste, foi tão fácil, gostava que fosse assim para mim. Até me lembro do som da tua respiração. Espero que um dia abras os olhos e te lembres do que era quando estava contigo e do que me tornei após nos termos separado. Mentiras. Amigos. Só e apenas isso, dos melhores* Conheci o teu outro eu.
Infelizmente nunca vais ler nem entender-me. SF
